29.9.06

Eu gosto de gente...
Eu gosto de gente. Gente que sorri. Que diz "obrigado" e, "por favor", que tem uma fala rasteira. Gente que me faz rir, chorar, refletir, repensar. Gosto de gente pouco convencional. Aberto pro mundo, aberto pra vida. Sou uma caixinha de surpresas se você deixar. Se me vê andando pela rua, não dê nada por mim, mas depois não reclame se eu te surpreender. Eu gosto mesmo é do inesperado. Das palavras incontáveis que eu procuro pra me definir. Dos gostos particulares que existem por aí. Gosto dessa gente toda da minha terra, do meu mundo. Gente é um bicho inexplicável mesmo. Tem de todo tipo. E o que eu gosto mais é daquele que faz do seu instante um não sei o que inconstante e particular. Gosto dessa gente infinita que entra e sai de nossas vidas e pinta mais uma cor no seu quadro, na sua caixinha fechada por partes. Eu gosto é de gente. E de poesia. E de palavras que ninguém entende. Eu não gosto de quem me faz entender. Eu gosto de quem me faz esquecer. Porque quase sempre eu lembro de tudo. Mas eu só quero lembrar do futuro. Esse aí que a gente pode fazer. O futuro que a gente faz cheio de gente. Cheio de vazios e contrários. Porque a graça da vida ta dentro dos seus olhos. Tem jeito não. Eu gosto de muita coisa. Mas eu gosto mesmo é gente.

menina de papel - 09:52
Agora o papel é seu...



12.9.06

"Eu vejo um novo começo de era..."


Eu vejo o sol bater na janela do teu quarto. E os raios de sol entrando pelas frestas da esquadria, invadindo nosso mundo, com aquele céu azul turquesa, simples e brilhante, formando um lindo sorriso com as poucas nuvens presas lá em cima, e ao mesmo tempo nos dizendo que um novo tempo já começou. Não há tempo a perder. Eu quero calor. Eu quero fugir pelo mundo afora, conhecendo gente inteligente e sotaques charmosos. Eu quero surfar pelas areias e correr pelas ondas do meu mar cintilante que ofusca tudo o que não mais importa, a não ser essa tal desconfiguração que insistimos a chamar de vida, mas não deixa de ser um filme, um encontro desmedido de olhares e vontades. E vamos flutuar descalços pelas ruas da cidade, desvendando segredos ocultos dentro de nós até estarmos prontos para fazer nosso futuro, nosso mundo, nosso filme.

menina de papel - 00:17
Agora o papel é seu...