19.8.06

Não deixe que nada se apague...



Imagine se pudéssemos pagar da memória algum acontecimento da sua vida ou alguém, como no filme "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança". O que você apagaria? Ou melhor, você apagaria algo? O que? Porque? Fico aqui pensando de como as vezes queremos tanto apagar algo da memória, esquecer, deletar. Mas e se fosse realmente possível? Será que valeria a pena? Apagar uma parte da sua historia significa apagar uma parte de você. Sim, porque sua vida é você e suas atitudes também. Já eu sou o tipo de pessoa totalmente contraria. Se pudesse não esqueceria de nada, de nenhum detalhe, numa palavra, de cada momento, cada sensação, cada sorriso e ate mesmo de cada lagrima. Sou apegada ao passado. Não vivo dele claro, mas adoro parar e pensar que ate então tive momentos tão sensacionais que as vezes ate pergunto se mereço. E são esses momentos que não me deixam desistir nas horas difíceis, em que tudo parece que não tem mais jeito. Mas tem. No fundo a gente sabe que tem. E como tem! Tenho pensado nisso nesses meus dias meio tristonhos, com pouca emoção e pouca vontade. Mas não me deixo esquecer que já tive dias inesperados, inesquecíveis e maravilhosos, e sei que muitos outros destes, ou ate melhor virão novamente. Nada de apagar o que aconteceu. Mas levar tudo na mala, na bagagem pra juntar e tentarmos ser uma pessoa melhor, mais verdadeira, mais consciente consigo mesmo. A vida só pode mesmo ser um filme. Viva seu personagem intensamente.

menina de papel - 22:54
Agora o papel é seu...



2.8.06


Timbaleira Perdida em Olinda-PE
Fui pra Terra do menino retado, do cabro macho, pra Terra de Lampião e Maria Bonita, a Terra do Manguetown, de Chico, Alceu, Lenine. Dancei forró, tomei cachaça, conheci gente de todo o Brasil num pedaço muito especial dele. Ô Terra boa! Terra da Risoflora! Dos caranguejos, sim a minha Terra também porque eu "sou um caranguejo e to de andada". Eu to tão feliz. Não é só o amor que atrai, o sorriso também! Um sorriso numa tarde de sábado em Olinda, dançando com Maracatu, Frevo e com o espírito da Timbalada. Um sorriso perdido no Museu de Brennand, num Castelo encantado, num Jardim mágico. Como não hei de ser feliz. Sou feliz, pelo mundo afora e aqui dentro de mim. Feliz em todos os lugares, na minha amada Terra Bahia, nos cantos desse país. Feliz com esse sotaque puxado no "T", puxado no "R", puxado no "S", esse sotaque do meu Brasil afora que se reuniu em Recife pra celebrar que em breve seremos arquitetos e seguiremos adiante. A felicidade é apenas uma opção. E esta escolha com certeza eu já fiz...

menina de papel - 19:42
Agora o papel é seu...