Mais do mesmo II
Eu queria chegar aqui e escrever um monte de coisas legais. Inteligentes, divertidas e sarcásticas que nem os posts dos blogs do blogs of note. Mas eu só consigo ser uma menina de papel sensível, chata, depressiva e obscura. Não dá pra sorrir quando sua mente tá desmoronando. Não dá pra ser legal quando tá tudo sem sentido. Não dá pra ser você quando você não é você. Não dá não dá e não dá. E eu também não tô com muito saco pra postar não. Tem um monte de post aqui escrito, cada um mais depressivo que o outro, mas não quero. Se eu ficar me expondo agora é capaz de eu ficar pior do que já estou. Então deixa tudo assim mais ou menos como está. Eu vou continuar vazia mesmo. Vou continuar sozinha. Vou continuar perdendo amigos. Ou os poucos que tem vão continuar distantes. Ou incompreensivos. E inocentes. Amanhã pode melhorar. mas depois vai continuar. Eu ainda não aprendi a me preencher. A semana recomeça e o relógio pára. Até o próximo post. Se houver outra opção me avisem.
"Mudanças no meu comportamento, distância louca de mim mesmo"
menina de papel -
22:39 Minhas outras faces
menina de papel -
17:09 So I am...
menina de papel -
11:48 Gap
menina de papel -
19:53 Yago
menina de papel -
16:37 HIS
menina de papel -
23:56
Agora o papel é seu...
18.4.04
- onde é que eu te encontro hein?
- hummm... se alguém perguntar por mim, diz que eu fui por aí...
- mas aí eu continuo sem te achar...
- pois é... depois que o primeiro homem maravilhosamente pisou na lua eu me senti com direitos, com princípios e dignidade de me libertar
- como é que você pode querer ser visto se não pára quieto?
- e quem disse que eu quero ser visto?
- não?
- pelo menos não dessa forma como você tenta me enxergar... minhas faces são múltiplas, elas tomam os contornos das situações que vivencio... para me ver, seu olhar precisa ser colocado em movimento, e a imagem que você tem de mim vai se formando assim... em fragmentos...
Eu to assim. Me escondendo. To correndo dos "paparazzo". Não sou celebridade nem nada mas ando assim. Fujona. Fujindo das pessoas, dos hipócritas, dos preconceituosos, daqueles que pensam saber muita coisa sobre você, mas não sabem absolutamente nada. Nadinha. É desgradável não ser aquilo que pensam que você é. É chato viver na sua introspectividade, nos seus problemas, no seu mundo, e ter alguém (ou um monte de gente) se achando no direito de imaginar o que se passa. Você não é o que você mostra. Você é o que você é. E fim. Ponto final. A minha sensibilidade (que incomoda muitos) se aborrece com esse tipo de coisa. Ela não aguenta pobreza. Pobreza de dinheiro não, de espírito mesmo. Pessoas boas, mas ás vezes pobrinhas, com falta de tato, de percepção, de algo mais. Eu afirmo com tal convicção, é fácil prever as pessoas, imaginar o que elas pensam, como elas são, só a partir do que você vê. Eu continuo cansada disso tudo, mas vou resistir. Nem vou me explicar. Não vou me abrir até eu achar que seja a hora ou por qualquer outro motivo que também não cabe a nenhum de vocês. Que continuem agindo de tal forma. Porque eu também continuarei agindo assim, só do jeito que eu sei ser, só do jeito que eu sou, com meu problemas, com minha vida, com minha aparência desgradável. Ainda bem que eu escolhi a arquitetura. A gente vê além das lages e vigas dispostas. o ser humano é mais além.
Agora o papel é seu...
11.4.04
Ta bom, até eu to precisando de um post mais coerente. Sem figuras nem nada. Eu coloco sempre figuras porque eu devo ta ouvindo muito meus professores, minha professora de História da Arquitetura e Urbanismo II em especial. Ela diz ¿ Não há como falar de arquitetura sem imagens¿. Deve ser por isso que eu amo tanto fotografias. Fica tudo registrado, e daí a gente junta esses registros com as palavras. Mas hoje nada de figurinha, quem quiser que abra a cabeça e leia. Leia mesmo porque eu to disposta a escrever. Amanheci meio inspirada nesse domingo atolado de coisas a fazer. Mas enfim, vamos lá. A primeira coisa que eu tenho a dizer é que eu tive um surto esses dias. Na verdade o mês de março em si não foi algo muito agradável e pra completar abril começou ¿melhor¿ ainda. Eu na minha idiotice completa, mais uma vez não dei conta de um dos trabalhos de Atelier, e uma coisa vai puxando a outra, puxando, puxando e vira essa bola de neve. Uma briguinha aqui, uma ausência ali, uma lembrança cá, aí eu jogo tudo no caldeirão de emoções da fabi e bebo demasiadamente a tal porção devastadora e fico assim escrevendo posts bestas que nem o anterior. Agora quem vos fala é a menina sã. Aproveitem esse momento raro de lucidez pois já já ele passa. Mas o mais interessante mesmo é que eu na minha sã loucura apesar de ta mais pra lá do que pra cá, apesar de estar assim meio disnortiada, atingida, ainda assim eu to sentindo um bem estar incrível. Uma coerência única. Eu mesma nunca pensei que pudesse ser tão adversa. Tudo bem que eu nunca me entendi bem, mas eu sabia pelo menos qual era os caminhos que eu tava seguindo, e agora? Agora eu estou andando em direções opostas e não sei pra que lado olhar. Mas também né pra que olhar pra algum lado? Eu continuo só seguindo meu coração e tentando melhorar como pessoa, como estudante, como filha, como amiga, como alguém normal que tem seus altos e baixos mas que não desiste e sabe que enquanto houver sol ainda há de haver esperança. Um grande beijo e boa semana à todos.
Agora o papel é seu...
10.4.04
Eu to assim. Vazia, pobre, descolorida, refletida, fora de mim. Eu to só assim, cheia de devaneios, cheia de vazios, cheia de lacunas, apenas oca. Tento correr mas não consigo. Tento gritar mas não há voz. Meu sorriso é só meu e minhas lágrimas são tuas. Tuas e de todos. Tuas e do mundo. Tuas e tuas. E minhas. Pessoais, incansáveis, escorregadias. Chorar já não tem mais graça. Já não alivia mais a dor. A dor é só a dor. O sofrimento é todo meu. A vida já se foi, mas a dor ainda assim permanece. O mundo não acontece. O mundo não pára. Os amigos nunca chegam. As flores perderam o cheiro. E as lágrimas são amargas. Não há vento que nos leve. Não há força que nos traga. Não há nada. Não há você, não há eu. Não há nós, não há vocês, não há todos. Somos invisíveis. Somos parte do nada. Somos papéis. Somos espirais. Sou o espaço. Sou o infinito. Sou completa. Sou assim. E não sou nada. Sou você e sou alguém. Quero palavras. Quero sonhos. Quero o ontem. Amanhã não é outro dia. Amanhã é só o começo de hoje. Amanhã é fim. Amanhã não é nada. Somos tudo e somos loucos. Somos hipócritas. Somos tristes. Somos carne e osso revestido por cinza. Cansei de mediocridade. Cansei de imensidão. Cansei. Parei. Fechei. Deixe-me sozinha. Deixe-me apenas. Me pergunto pelas perguntas. Me pergunto pelo o porque. Não há respostas, não há saídas. Quando tudo esta perdido só há outra saída. Só há de haver a esperança...
Agora o papel é seu...
7.4.04
Ontem um baby fofo, muito lindo, a paixão da minha vida, o responsável pelos meus suspiros de boba, fez 1 aninho de vida. Ah, dá vontade de apertar mais do que pode! Um ano passa rápido né? No sábado à noite será a comemoração. Tal acontecimento merece, claro. Pode deixar que eu como doce e dou uns apertos nele por vocês.
***
O mundo vai pular
Uma das piores coisas que existem é o cansaço improdutivo. Imagine ficar sem dormir, cortar papel pra maquete, cortar papel pra desenho, estudar, estudar, estudar, ler, reler, pensar, ir à aula de manhã, à tarde, à noite, correr, continuar... e? E nada. Nada de nada. Essas duas últimas semanas foram muito pesadas. Uma loucura. Demais pra minha cabeça.É o mesmo que andar, andar, andar e não chegar a lugar nenhum. Eu queria ver a estrela brilhar. Queria ver o sorriso saltar. Queria ver o mundo pular. Mas eu não desisti não. Sempre há de haver esperança. Sempre há de haver uma outra chance. To indo pro sítio hoje. Vou pro meio do mato. Vou pra longe da civilização, pra longe do nada, vou pra perto de tudo, de mim mesmo, do meu eu, do meu teu, do nosso, do vosso, disso, daquilo, de tudo mesmo. Vou ler, estudar, dormir, acordar. Sonhar com o sonho, caçar o real. Chega. Sábado eu to de volta e a gente se vê por aí.
***
Recado para alguns, ou será para todos??
Eu sei que eu não devo satisfação a ninguem. Sei que não devo me explicar. Sei que não tenho que ser compreendida por você ou por qualquer um. Eu sei que eu tenho que ser eu mesma e mais ninguém. Sei que tenho que fazer o que tem que ser feito, o que ta dentro de mim. Eu sei, eu sei, eu sei. Mas algumas, ou melhor, uma pessoa insiste em fazer uma critica desnecessária. Na verdade improdutiva. Meu caro amigo Jhon, insiste em analisar minha pobres palavras neste blog. Já insinuou que eu faço uma réplica do que Cecília Meireles e Clarice Lispector faziam. Disse que eu escrevo jargões, pieguices, sei lá o quê. Achei até graça, por que eu estou apenas eu mesma e se ser eu mesma é escrever jargões e ser piegas, então eu quero continuar sendo assim. Poxa, se o que eu falo é confuso, repetitivo, enjoativo, meio dramático, meio estilo Lispector, que seja. As pessoas se preocupam demais com as entrelinhas. E talvez jargões e pieguices não são tão ruins assim não, se as pessoas fossem mais piegas e utilizassem mesmo dos jargões esse mudo aí fora estaria bem mais aproveitável. Vamos parar de querer que as pessoas sejam da forma que a gente quer. Vamos parar de querer rotular as pessoas, as idéias, as palavras, os sorrisos e as lágrimas. Isso é isso e aquilo é aquilo. Não precisa de explicação. As pessoas são que nem as obras de arte. Não precisam, necessariamente, serem compreensíveis, elas apenas bastam. Eu to falando isso aqui porque eu acredito que outras pessoas pensam mais ou menos como Jhon. E eu realmente poderia num está nem aí, continuar escrevendo o que eu escrevo( e na verdade vou), mas EU quis parar, sentar, pensar e escrever, e dizer tais coisas. Posso? Deixa eu ser meio certinha, piegas, dar minhas explicações, minhas declarações. E que achem que eu estou tão preocupada com fulano ou beltrano. As pessoas tem pensar e achar alguma coisa não? Então, que pensem! E sejam só vocês.
Agora o papel é seu...
4.4.04
A gente faz assim. Se beija e se abraça. Sorri e fica sem graça. Acorda e não disfarça. Abre e só pirraça. Toca e faz arruaça. Sonha e fica cheio de graça. Entra e faz um mundo de massa.
Só ele pra salvar o fim de semana maquete-planta-baixa.
Agora o papel é seu...
... uma menina de papel com alma de borboleta. Pronta pra voar. Pronta pra se reciclar. Contato Blogs Sites
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