Estou tão confusa essas dias. Tenho tantas coisas a fazer, a organizar e não consigo dá conta de tudo. Mas pelo menos de algumas coisas tá dando. O meu blog por exemplo. Já tem um tempinho que eu to querendo dá uma reestruturada nele. A template até que ainda me agrada, mas tem outras mudanças que poderia fazer. Queria colocar uns links legais aqui. Mas tô sem tempo, sem disposição e sem ânimo pra fazer isso. Queria colocar mais figuras também. Queria colori-lo um pouco mais, mas agora acho que definitivamente não dá. Não vai dá pra deixa-lo bem mais a minha cara, pelo menos não agora. Pra não dizer que não fiz nada, vou fazer as mudanças mais importantes: os links dos blogs. Tem alguns blogs ali que não tem mais sentido deixar lá. Eu não leio, nem a pessoa chega a ser muito próxima ou querida por mim. Eu pensei em dois critérios pra linkar blogs. O primeiro é linkar blogs de amigos, de pessoas que eu gosto, que tem algo a ver comigo, que fazem ou fizeram parte da minha vida e que eu realmente acho que tem algo a me acrescentar. O segundo é que vou linkar também blogs de pessoas desconhecidas, mas que me chamaram muito atenção. Blogs de pessoas que eu nunca vi na vida, mas eu não consigo parar de ler, de apreciar, de me indentificar. Acho que esses dois critérios me satisfazem. Nada de linkar só quem me linka. Nada de linkar meio de mundo gente que só porque eu conheço pessoalmente tenho que colocar aqui. Nada de linkar só por linkar. Aliás não podemoa fazer nada nessa vida só por fazer. Se você assim eu ia viver só por viver. Mas não. Eu vivo porque realmente vale a pena viver. Tomara que vocês já tenham percebido isso.
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Eu ando entediada. Principalmente hoje pra ser mais exato. Surgiram até algumas boas opções de saída, mas papai e mamãe estão na área e como já saí ontem achei melhor aquetar o facho hoje. Mas que ficar em casa dia de sabádo é mal, isso é. Tem sábados que eu nem me importo tanto de não sair, mas quando eu tô a fim, poxa é horrível. O pior de tudo é saber que teus pais não possuem nenhum motivo para tal implicancia, a não o protecionismo e o conservadorismo básico. isso é chato. Incomoda. Atrapalha minha vida, minha evolução. Eu amo eles, mas eu quero liberdade. Só um pouquinho. Não queria ser solta no mundo não, só queria um pouco mais de confiança e de realismo. Meus pais e os pais de algumas amigas minhas têm que enxergar que o perigo tá aí e temos que encará-lo de frente. De peito aberto. Eu já tô com tantos problemas e ainda mais esse que nao se resolve nunca e só atrapalha e contribui para os outros. Deixa eu ser feliz. Deixa eu continuar errando mais que acertando. Não me tranca a sete chaves dentro desse apartamento não. Não quero morrer deprimida não.
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Vamos aos fatos. Eu até queria chegar aqui e escrever todos os meus casos amoros, seus laços entre si e o que eles representam pra mim. Mas não dá. Seria se expor demais. Mais do que esse blog já me expõe. Ou eu escolho um pra falar ou eu falo malmente de todos. Não que sejam assim tantos, milhares, mas é que eu tenho uma sorte pra aparecer um monte de gente assim na minha vida e bagunçar minha cabeça do dia pra noite. Homens viram nossas cabeças. Não tem quem nao concorde com isso. Mas aí é que entra justamente o "x" da questão. Eu to cansada desses homens virando minha cabeça. Eu quero UM homem virando minha vida. Só UM. Aparece 10 pretendentes, nenhum dá em nada. Nem vem dizer que o problema é comigo porque não é. O problema é o básico de sempre. Ou eu nao fico a fim, ou ele nao fica a fim, ou os dois nao ficam, ou há uma terceira pessoa, ou há sempre outros motivos que impedem que eu desenrole um relacionamento sério com alguem. Putz, curtir cansa sabiam? Olha pro meu perfil. Eu não me encaixo com uma garota que sai beijando todos, em todos os reggaes do mundo, que é uma desvairada. Não, não. Eu gosto de aventuras sim, mas eu sou carente. Odeio superficialidade. Admito que temos que viver sim, experimentar coisas novas, conhecer outras pessoas, e é isso que estou fazendo. Mas minha vida tá ficando meio sem graça já. É uma diversão sem porpósito, superficial, sem lógica. Deixemos a futilidade de lado e vamos ao encontro das essencias das pessoas. Vamos viver um grande amor, sem utopia, sem pieguice, sem banalismo. Vamos ser românticos e exatos. Sim, exatos, como diz Djavan. "Por ser exato o amor não cabe em si". Vamos ser exatos. Não caibam em si. Trasnscedam. Ultrapassem. Saia procurem, busquem, mas não feche os olhos pra resto. Não fiquem obscecados. Queiram alguém especial, mas não se desvalorizem com a carência afetiva. Sejam sensatos na procura e insanos no encontro. É assim que tenho tentado agir. É assim que vou em busca do meu outro eu. Quero um amor apaixonado e não uma paixão amorosa. Se encontrar algum até o fim desta vida, não terei vivido em vão. Aí terei ultrapassado as barreiras do sentimentalismo cretino e sem vida. Terei algo muito simples de se compreender: o amor...
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15:19 menina de papel -
12:50 menina de papel -
22:00 Condição
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13:32 Eu comigo mesma
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17:07 Qual o seu próximo comentário?
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11:34 Pessoa
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21:58 Amizade de Papel?!?
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20:45 Carla
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15:07 menina de papel -
23:16 Eu sempre digo aqui que não devemos criar expectativas diante das pessoas. Mas sabemos que isso é inevitável. Se pelo menos tentarmos já é um bom caminho. Eu só queria dizer o quanto a decepção dói. É uma facada no peito. Uma dor incontrolável. Temos amigos, temos namorados, paqueras, colegas, família, e não temos nada. Só temos nos mesmos. É difícil entrar em sintonia com algumas pessoas. É difícil compreender certas atitudes delas. É complicado querer algo tão simples e possuir algo tão complexo. É difícil ser humilde e assumir seus erros. É difícil entender porque você os cometeu. É difícil pedir desculpas. É difícil ser magoada. É terrível ser intensamente sensível. É chato te culparem por algo que você não fez. É complicado relacionar-se. É estranho viver. É tudo tão efêmero e infinito. É forte e extraordinário. Tentei entender certas coisas que não tem explicação. Curti o fim, a dor, as incertezas de coisas rápidas e outras nem tanto assim. Cai de um lado e me reergui de outro. Levantei os olhos. Sorri para o mundo e ele me deu umas palmadas. Me deu uns conselhos. Me deu umas lições. Corri pra dentro de mim, mas consegui sair novamente. Não desisti das coisas que não tem sentido. Não espero por milagres. Eu quero ascensão. Ascensão espiritual. Quero continuar este caminho que comecei há 21 anos atrás. Quero o mundo e as pessoas, mesmo sem compreende-las direito. Tudo que faz sentido não faz sentido. O sentido que faz é você. Eu faço o meu e você faz o seu. Vamos torcer para fazer um só sentido em um só mundo. É difícil, mas temos que recomeçar... menina de papel -
23:10
Agora o papel é seu...
26.2.04
Deixa eu contar dessa sensação. Eu querendo falar sobre ela já há algum tempo, mas outras coisas foram acontecendo e fui deixando pra depois. Eis que o dia chegou e é esse. Não to falando de amor nem de alívio. Não sei denominar esta sensação que irei descrever só posso dizer que ela foi única e nunca mais ocorrerá, pelo menos não exatamente igual, pois não haverá outra situação idêntica. Posso não denominá-la, mas afirmo que ela foi plena e pode parecer boba ou idiota aos olhos de vocês. Mas foi maravilhosa. Pelo menos pra mim. No terceiro dia do festival de verão, na sexta-feira, fui com o intuito de ver o show de uma das minhas bandas prediletas. Não espera muito mais além que isso, mas é sempre assim que acontece as coisas. Foi uma noite fantástica. Me diverti incondicionalmente. Com muita chuva e muita música. Até que então, lá pro meio da noite eu conheci um cara. Um negro lindo, bem desses que eu ando procurando. Ficamos, naturalmente. Pro meu azar (ou sorte) ele é libriano. Mas não só ficamos, o fato é que eu realmente gostei de ter ficado com ele. Bastante. E ele se mostrou uma pessoa tão atenciosa. EU havia me perdido das minhas amigas, e ele ficou lá comigo procurando elas até 6 da manhã. Se fosse outro ia embora, não estava nem aí, não era nada meu mesmo, tínhamos acabo de nos conhecer, seria ate compreensível. Mas não. E ele ainda me perguntou se eu queria que ele ficasse lá comigo. Que pergunta! Claro que eu queria!! Primeiro porque eu tava adorando ficando com ele, segundo porque eu não queria ficar sozinha né?! Pois bem, procuramos, procuramos e nada. Estávamos encharcados. Eu mais ainda porque não podia tirar a blusa ao contrario dele. Acho que tinha chovido umas 3h sem parar. Eu tinha tomado chuva no show de Paralamas, quando o trio com Pathanka passou e no inicio do show de Sepultura. Que loucura viu. Estava amanhecendo e a chuva não parava não. Deu uma melhorada, mas voltou a chuviscar. Até que cansamos de procurar e vimos que o melhor a fazer seria ir pra casa mesmo. Eu ia de ônibus e ele iria comigo ao ponto. Como sempre na saída do parque de exposições ficam vários táxis ali na frente procurando passageiros. Vieram alguns nos abordar, perguntar pra onde íamos e faziam suas ofertas. Eu achava graça. Achava mesmo, porque naquela situação tudo o que eu mais queria era voltar pra casa de táxi, mas eu só tinha 10 reais no bolso e pra minha casa um taxi sairia no mínimo por 15 combinando antes. E os taxistas só insistindo, e eu achando graça, morrendo de frio, cansada, caminhando em direção ao ponto. Até que um aparece e diz que faria 15 reais pra me levar em casa, eu ri e disse que só tinha 10 conto. Que nem era por não querer, era por não poder mesmo. Foi então que o tal taxista arranjou um outro lá que se não me engano morava no mesmo bairro que eu, e este topou me levar por 10 reais. Afinal de contas era lucro, íamos pro mesmo lado. Aí ele falou pra esperar um pouco pra ver se arranja ou aparecia mais alguém pra levar. Então ficamos lá parados, mortos de frio, eu e o menino esperando o taxista vim para irmos embora. Sorte nossa o cara disse que podíamos esperar dentro do carro enquanto ele procurava mais alguém. Ô glória! Vocês não imaginam o que é estar na rua, por volta das 6 da manha, chuviscando, um frio insuportável, com nossas roupas completamente molhadas, a gente cansado de tanto pular a noite toda ( e beijar também! Se bem que beijar não cansa... ), cansada de procurar, de rodar, de tomar chuva, sei lá, exaustos, uma noite realmente perdida ou ganha. Daí aparece um carro pra gente entrar e ficar lá dentro quentinho, meu deus não podia acontecer coisa melhor. Entramos. Não da pra descrever essa sensação. O carro todo fechado, quente, confortável, e eu acompanhada de uma pessoa carinhosa, atenciosa super gente boa. Nossa! Não dá pra esquecer isso não. Sentamos, nos abraçamos, nos beijamos, e não era mais no frio da madrugada era num ambiente perfeito. Eu não tava nem crendo que aquilo estava acontecendo. O frio estava distante, ganhava beijos macios, marcantes, abraços meigos. Sem pieguice. EU sou romântica, boba, mas não chego a ser piegas. Foi uma noite incrível viu. Sensacional. Não podia terminar melhor. Trocamos telefones e se eu nunca mais o encontrasse com certeza teria valido muito a pena. Não tem porque eu ficar aqui contando os detalhes da nossa ultima conversa nem como foi engraçado o modo como trocamos nossos telefones, mas lhes digo que também foi interessante, não passou despercebido. Ele não morava pro mesmo lado que eu, então deixamos no inicio do caminho e devo lhes contar que ele me pediu pra eu dar um toque pro celular dele quando chegasse em casa, obviamente pra ele saber que eu cheguei bem. E eu cheguei. Como não poderia Ter chegado depois daquela companhia especial. Quem lê isso aqui pode me achar a maior idiota do mundo e eu não to nem aí. Alias sinto lastima pelas pessoas que não conseguem perceber as mais simples das sensações que são as mais importantes, as mais marcantes, as mais inesquecíveis. Eu hei de contar outras “bobas” sensações destas aqui e muito satisfeita, pode acreditar. Sorte minha me contentar com tão “pouco”. Que este “pouco” esteja sempre presente na minha vida e na de vocês. Há algum tempo, tempos difíceis eu ate pensei em deixar de viver, mas eu superei, e vi que já não estava vivendo, e quando comecei não quis mais parar. Eu posso Ter 6 meses de pura dor e sofrimento, mas depois se ocorrer algo simples e fantástico e que dure só alguns minutos, vai valer a pena, pois são desses minutos que irei lembrar e não dos 6 meses. Aprendam a olhar pra vida. Aprendam a aprecia-la. Eu venho aprendendo e não quero parar por nada. Os problemas, a dor, o sofrimento, são inevitáveis, e as boas sensações depende muito mais de você. Levantem daí e vão atras delas. Lhes garanto que não vão se arrepender.
Agora o papel é seu...
22.2.04
Eu queria que meu fim de semana de carnaval fosse tão bom com o de dois anos atrás. Mas não foi. Não está sendo. Está sendo ridículo. Medíocre e deprimente, assim como as vezes eu sou. Há dois anos atrás, no carnaval de 2002 eu estava apaixonada. Perdidamente apaixonada. Encantada, cheia de sonhos, de planos. Me entreguei de corpo e alma à alguém que não me deu valor. Alguém que 3 meses depois me ligou e disse: "acabou". Sem motivo, ou pior com motivos cretinos, sem emoções, sem inteligência, sem percepção pra enxergar que um mês depois ele novamente me ligaria pra dizer: "eu me precipitei". Idiota. Eu fui quase tão idiota quanto ele. Chorei por três dias e três noites. Me reergui, me recompus. Tive algumas horríveis recaídas, mas quem não tem? O ser humano é feito de emoções. Eu sou feita de papel. Eu sou fiel, vulnerável e diplomática. Mas também sou só uma, e meus sentimentos também são únicos. Eles que alimentam minha vida. Sou insana e apaixonada. Sou assim. E quem diria que as pessoas não mudam. Eu não mudei. Sim, sou eu mesma, aquela Fabiana boba de sempre, com algumas experiências a mais e só. Mas o que eu sinto mudou. Transformou-se. Aquela paixão de dois anos atras se decompôs. Aquela paixão que foi mal alimentada, mas que ainda sobreviveu por um bom tempo acabou. Hoje, dois anos depois eu comprovei isto. Ele veio aqui. Sim, veio aqui, me pediu, me implorou, tentou me beijar, tentou me abraçar, queria atenção, colo, carinho, amor, queria aquela paixão sincera de dois anos atrás. Que inocência, pensar que as coisas continuam no mesmo lugar. E eu só consegui ser eu mesma. Não olhei, não toquei, não beijei nem abracei. Não tive vontade. Não via ninguém na minha frente. Ou via. Via um passado que não me diz mais nada. Então, será que "eu nunca te amei idiota" ?, ou não não, eu te amei, ou me apaixonei, mas tadinho do meu amor, você cremou ele. Adeus. Acabou.
Agora o papel é seu...
Eu nao sou diferente de ninguém, quase todo faz assim
Eu me viro bem melhor quando tá mais pra pão que pra ruim
Nao quero causar impacto nem tão pouco sensação
O que eu digo é muito exato é o que cabe na cançao, né não?
E qualquer um que ouve entende, não precisa explicação
E se for pensar um pouco vai me dá toda razão
A senhora, senhorita e também o cidadão
Todo mundo que se preza nega fogo não
Eu nao sei viver sem ter carinho, é a minha condição
Eu nao sei viver triste e sozinho, é a minha condição
Eu não sei viver preso ou fugindo....
Lulu Santos
Agora o papel é seu...
20.2.04
Passei uma semana fora. Fora de casa não fora daqui. E não pelos últimos posts e comentários, e sim porque deu pane aqui no PC mesmo, só pra variar um pouquinho. Hoje, Sexta-feira de carnaval e eu não to com um pingo de vontade de ir pra rua. Nem se fosse em bloco. Por vários motivos. Acho que se eu ficar em casa carnaval quietinha, tranqüila, na minha, talvez não seja a pior coisa do mundo. Quem disse que eu tenho que fazer o que todo mundo faz? Quem disse que eu tenho que pular ou viajar? Pois é, bom que ninguém tenha dito mesmo. Posso ate mudar de idéia, mas só saio de casa de for pra me divertir mesmo. Sair pra ficar de mal-humor lá nem rola. Não rola mesmo. Vou ficar aqui, sentadinha, vou estudar, ver TV (argh!), ler algumas coisas pendentes, pensar um pouco na minha vida, descansar dos últimos dias de corre-corre. Talvez vá a praia. Vou fazer uma visita ao meu amigo, o mar, contempla-lo, meditar um pouco por lá. Alimentar um pouco meu ócio, enquanto posso. Ouvir meus CDs, mesmo que meio batidos. Prestar atenção nas letras das musicas, nas melodias, nas vozes marcantes. Vou ficar por aqui mesmo e ser só eu. Eu comigo mesma. Deixa tudo assim como esta. Se as coisas mudarem eu vou pra rua e vejo no que da.
Agora o papel é seu...
10.2.04
Depois desses comentários sobre o post de Lorena, compreendi um pouco porque alguns blogueiros tiraram o link do comentário. Pessoas que nem te conhecem e vem aqui pra escrever um monte de bobagem. Que lastima! Só assim pra compreender perfeitamente porque Ieda e Gabriel fecharam as portas dos seus comentários. Quantas pessoas medíocres há nesse mundo. Mais precisamente nessa internet. Chamaram-me de ridícula, de sapata, de frustrada, disseram que eu não tinha conteúdo e mais um monde te coisas. Bom nem tenho o que dizer a estas pessoas porque elas não me conhecem e tiveram uma visão distorcida das coisas que escrevi. Tudo bem, ninguém esta salvo disso, mas daí a me ofender? Eu acho interessante isso, porque eu não saio xingando ninguém, nem deixando comentários cretinos nos blogs dos outros. Não concorda? Tudo bem. Achou-me ridícula? Pode achar. Às vezes eu também acho alguns blogueiros meio ridículos e nem sempre concordo com o que eles escrevem, mas nem por isso saio por ai deixando mensagens superficiais. Sou feita de papel sim. Sou vazia, to procurando conteúdo, um bem diferente desses que vocês tem. Erro sim, quem não erra? Vocês não leram ai do lado que eu erro mais do que acerto não? Sou ciumenta sim, tenho muitos defeitos e daí? Os perfeitos que atirem a primeira pedra. Eis que sou corajosa pra admitir e expor meus erros. Eu quero mais é errar porque acertar não tem graça. E podem continuar deixando esses comentários cretinos. Não vou deixar que as atitudes de vocês determinem a minha. Um beijo e ate o próximo post.
Ah, e aos que não tiveram coragem de colocar uma forma de contato, que si inspirem um pouquinho na minha coragem. Ate breve.
Agora o papel é seu...
7.2.04
Eu uma pobre mortal estudante medíocre de arquitetura, quem sou eu meu deus pra falar de Fernando Pessoa. Seus versos enigmáticos e transparentes. Identifico-me com suas palavras, mas não seria capaz de tanto. A única coisa que sei fazer bem é sentir. Se quiser uma aula de sentimentos e emoções conte comigo. Nada de botar no papel, no blog, nos meus projetos, na minha vida. Eu sinto e fico pra mim. E pra poder passar pra vocês um pouquinho disso tudo que eu sinto só pegando uns poemas de Pessoa mesmo. Ainda bem que essa Pessoa não é uma outra pessoa que me mostrou ser outra pessoa. Quantas pessoas passam por nossa vida? Varias. Algumas são só mais algumas pessoas e outras são como O Pessoa. Imortal com suas palavras. Eis aqui um poema desse Pessoa. Tive dificuldade de escolher um pra colar aqui. Senti-me autora de todos. Tomei a liberdade de colocar aqui o link de um blog muito interessante sobre essa tal Pessoa. Eu nem sei quem é a pessoa que bloga O Pessoa, mas Blogando Pessoa é um blog que vale a pena ser visto. Espero que a pessoa que ta blogando O pessoa não fique chateado. É só um pedaço do Pessoa que a gente anda contemplando. Passe lá e encontre a sua pessoa...
APONTAMENTO
A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.
Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.
Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.
Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?
Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.
Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.
Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.
(Álvaro de Campos)
Fernando Pessoa
Agora o papel é seu...
Minha queridíssima Carla, que pensei ser uma amiga de papel me surpreendeu. Não exatamente me surpreendeu, mas se mostrou uma amiga, talvez não de granito que dura pra sempre, mas ta longe de ser uma de papel. Sim, uma de papel que nem a senhora Lorena Vinhas, popularmente conhecida nos canais de bate-papo do mIRC como Loka. Virginiana adolescente (assim como eu), fria e desapegada. Às vezes egoísta. Na verdade muitas vezes. Uma boa garota, só que meio perdida no mundo. Não tem ninguém pra perguntar "Vai pra onde? Volta que horas". Sai hoje e só volta daqui a uma semana. Tem grana pra ir pra qualquer lugar. Tem grana pra botar tatoo, pra viajar São João, pra sair no Farolfolia, pra ir pra ilha no reveillon e assim por diante. Gosta de praia e reggae, assim como eu. Também gosta de "cumer água", outro fator em comum. Virginiana com ascendente em câncer, ora ora, sente as coisas mas não demonstra, ao contrario de mim. É companheira, flexível e divertida. Foi esta a pessoa que acompanhou minha vida nos últimos 12 meses. E há mais de um mês não a vejo. Nem conto meus problemas. Nem ouço os dela. Nem vamos a praia ou a reggaes. Sim, nos desentendemos no reveillon, mas parecia tudo acerto. Só parecia. No mesmo dia do tal desentendimento ela já estava com "outra". Sim, amizade é um relacionamento muito parecido com namoro. Num tem gente que troca de namorado como troca de roupa? Pois é, às vezes fazem o mesmo com os amigos. Ops quis dizer os "amigos". Mensagem: "Lore, ta fazendo o q, se n tiver fazendo nada me de um toque, não quer vim almoçar aki não?". Nem sinal de resposta. Bate-papo: "Fabio, kd Lorena morreu e não me avisaram foi?". "Ela ta no nick Karlinha_quer_ingresso". "Ah tah nem sei quem é, mas td bem". Karlinha quer ingresso diz: "Oie Lorena tah aki sim. Aki é a irmã de Larissa". Eu: "Ah tah". Telefonema: "Alo, queria falar com Lorena". A avo dela diz: "Lorena saiu, foi pra casa de uma amiga ai, nem sei acho que é no recanto, acho que ela vai dormir por lá. Na verdade não sei bem não, ela não diz pra onde vai". Eu: "Ah tah, obrigado". Outro telefonema: "Alo Lorena? Vc ta aonde menina?". Lorena: "Tava na rua, to indo pro recanto". Indo pro recanto, pra variar, fazer qualquer coisa por lá. Eu: "Ta sozinha?". Ela: "Não, to com Natalia". Eu: "Se der passe aqui hoje que eu quero falar com vc, ou amanha se der". Ela: "Ta, eu passo, eu te dou um toque, amanha vc não vai fazer nada neh? Eu te dou um toque, se não for hoje, amanha, pode deixar". Hoje de manha vou a academia e quando volto ligo pra Lorena. O Tio dela diz "Lorena foi a praia". Amizade de papel. Fui trocada por Karla, Larissa, Natalia, e sei lá mais quem. Sem ciúmes e sem dramas. Sejamos realistas. Lorena é uma pessoa bacana, mas ela não tem apego com ninguém. Sim, foi criada assim. Aqui, lá, em qualquer canto com qualquer pessoa. Minha mãe me dizia: "Lorena não tem limites e vc quer ser igual". Eu dizia que não. Que não era bem assim, que ela não era exatamente assim e que eu não queria nada de igual. Num quero mesmo. Se tendo papai, mamãe, irmã, titia, vovó, priminho, vizinho, amiguinhos, eu já me sinto só, imagine sem nada disso. Imagine você saber que não tem ninguém esperando por você, que ninguém vai te ligar pra saber como você esta, onde passou a noite, o que fez o dia todo. Lorena é cheia de amigos, mas é a pessoa mais sozinha que eu conheço. Dorme na casa de um, na casa de outro, hoje ta aqui, ontem tava na casa do namorado(na época que ela tinha um), amanha já tava na casa da prima, depois tinha ido pra casa da avo, e no fim de semana resolve passar em "casa" pra pegar umas roupas e sair só deus sabe pra onde. Eu gostava dela. Gostava não, ainda gosto. Há seis meses atrás ela dormia aqui, hoje ela dorme com Natalia, Larrisa, e daqui a seis meses serão outras Natalias, outras Larissas. E assim amizades de papeis serão feitas. Feitas hoje e concluídas amanha. Boa sorte nas atuais. Boa sorte nas próximas. A nossa foi rasgada e só sobrou os pedacinhos. Se você quiser sair por ai pra cata-los e remendar tudo de novo vai ficar um mosaico bonitinho...
Agora o papel é seu...
5.2.04
23 anos de vida! 23 anos de conquistas, uma em especial... a da nossa amizade. Parabens linda. Poucas pessoas no mundo possuem esse brilho que voce tem. E eu nao estou dizendo isso porque voce eh minha melhor amiga, mas por que eu sinto, e nao so eu, mas muitas pessoas. Sao 6 anos de uma amizade verdadeira. Cheia de altos e baixos como qualquer relacionamento, mas estamos aqui juntas, sempre superando. Sempre se ajudando. Sempre se compreendendo. Nos duas, duas metades de um outro todo e juntas, seja no pensamento ou ao vivo e a cores. O que sentimos uma pela outra eh incontestavel e indecifravel. Estamos sendo modestas em chamar isso de amizade. Irmandade ainda seria pouco. Iremos juntas pro resto da vida levando essa uniao dentro de nossos coraçoes. Nao importam açoes, falta delas ou palavras. O que eh inexplicavel, nunca se revelara. Quero mais 23 anos de conquistas. Quero mais 6 anos de amizade. Quero a felicidade de alguem que faz parte da minha vida, da minha alma e do meu coraçao. Te amo!
Agora o papel é seu...
2.2.04
Não tava com tempo nem com disposição para postar, mas eis aqui eu de volta, cheia de bobagens para dizer. A começar pelo Festival de Verão. E de musica. Musica de qualidade viu. Ah, e de diversão, descontração. O festival pra mim foi sinônimo disso. Falem que quiser, que é pra dar grana pra quem já tem, digam que não tem mais paciência pra shows, muvuca, que não tem mais disposição pra essas coisas. Eu contradigo. Poucas vezes me diverti tanto como nesses dois dias. Vi shows incríveis. Conheci pessoas interessantes. Dancei, cantei, pulei, sorri, tomei chuva, cai na gandaia, paquerei, fui paquerada, fiz descobertas, lembrei de algumas coisas, vi outras, me surpreendi com algumas, enfim, no fim das contas ganhei muito indo a este evento. Tinha me esquecido como era o show de umas das melhores bandas que existe, Paralamas do Sucesso. Indescritível. Me esbaldei no sensacional show que o Cidade Negra fez. Vi rock, reggae, axé, samba, pagode, tecno, vi uma mistura de tribos unidas por uma só causa: a musica. Ela é mais importante que tudo. Não importa que voce ama Sepultura ou dança quando ouve Psirico. Tanto faz se você pula com Titãs, cai no reggae do Mosiah, ou se fica alucinado com a Timbalada. Não existe musica boa e musica ruim. Existe musica que você gosta e musica que você não gosta. E respeite as que você não contempla. Jogue fora o preconceito. Diga sim a musicalidade do mundo, do Brasil, da Bahia. Se eu pudesse teria ido todos os dias. Teria visto de tudo, desde Babado Novo ate O Rappa. Eu não tenho tribos. Não tenho leis. Eu amo a musica. Eu a sinto dentro de mim. Eu percebo sua essência, sua proposta, seu mundo. A musica transcende nossa alma. Seja um rock, um reggae, um forro, ou um axé. Ela pode ter lindas melodias, letras inacreditáveis, ou simplesmente ser quase vazia. Mas ainda assim há corações que são tocados com sua presença. Isso que importa. Musica é musica, não importa o tempo ou o estilo. Elas são feitas com um só propósito e de uma única forma. Abra a cabeça e as sintam entrar...
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